Lúpus: saiba mais sobre a Doença Autoimune
Compreendendo melhor a Doença Autoimune do Milênio, o Lúpus.
O que é o Lúpus?
O lúpus eritematoso sistêmico (LES), comumente chamado apenas de lúpus, é uma doença autoimune crônica e complexa que pode afetar praticamente qualquer órgão ou sistema do corpo. Nesta condição, o sistema imunológico, que normalmente protege o organismo contra infecções, produz autoanticorpos que atacam as células e tecidos saudáveis, causando inflamação e danos.
Esta doença afeta predominantemente mulheres em idade reprodutiva (15-35 anos), com uma proporção de aproximadamente 9 mulheres para cada homem diagnosticado. Embora sua causa exata ainda seja desconhecida, acredita-se que fatores genéticos, hormonais e ambientais contribuam para o seu desenvolvimento.
Epidemiologia e Prevalência do Lúpus
A prevalência do lúpus varia conforme a região geográfica e grupo étnico:
- Estima-se que a doença afete cerca de 5 milhões de pessoas em todo o mundo.
- No Brasil, a prevalência é de aproximadamente 8,7 casos para cada 100.000 habitantes.
- Mulheres afrodescendentes e hispânicas apresentam maior risco de desenvolvimento da doença e tendem a manifestá-la de forma mais grave.
- A taxa de sobrevida de 10 anos ultrapassa 90% em países desenvolvidos, um aumento significativo em relação aos 50% de décadas atrás.
Manifestações Clínicas
O lúpus é conhecido como "o grande imitador", pois seus sintomas podem se assemelhar aos de várias outras doenças. As manifestações clínicas são extremamente variáveis entre os pacientes e podem incluir fadiga persistente (presente em até 90% dos pacientes), febre inexplicada, perda de peso involuntária, artrite não erosiva, dor muscular, dor articular, rigidez matinal, rash malar (em "asa de borboleta") - eritema sobre o nariz e bochechas, fotossensibilidade, úlceras orais e nasais indolores, manifestações renais, cardiovasculares e pulmonares; além de questões neuropsiquiátricas e hematológicas.
Diagnóstico do Lúpus
O diagnóstico do lúpus é baseado na combinação de achados clínicos e laboratoriais. Em 2019, o Colégio Americano de Reumatologia (ACR) e a Liga Europeia Contra o Reumatismo (EULAR) estabeleceram novos critérios de classificação, que incluem critérios clínicos, imunológicos e exames complementares.
Tratamento do Lúpus
O tratamento do lúpus é individualizado, considerando a gravidade da doença, os órgãos afetados e as comorbidades do paciente. O objetivo é controlar os sintomas, prevenir danos aos órgãos e melhorar a qualidade de vida. O protocolo de tratamento poder vir a abordar tratamento Farmacológico com anti-inflamatórios, antimaláricos, glicocorticoides, imunossupressores e agentes biológicos. E ainda um tratamento Não Farmacológico, com fotoproteção, alimentação equilibrada, atividade física regular, controle do Estresse e suspensão do tabagismo.
Complicações e Comorbidades do Lúpus
Pacientes com lúpus apresentam maior risco para certas complicações e comorbidades:
Aterosclerose Precoce
- Risco aumentado de eventos cardiovasculares
- Necessidade de controle rigoroso dos fatores de risco tradicionais
Infecções
- Principal causa de morbidade e mortalidade
- Risco aumentado devido à imunossupressão
Osteoporose
- Secundária ao uso prolongado de corticosteroides
- Necessidade de suplementação de cálcio e vitamina D
Síndrome Antifosfolípide
- Tromboses venosas e arteriais
- Complicações obstétricas
Complicações Durante a Gravidez
- Maior risco de pré-eclâmpsia
- Parto prematuro
- Abortamentos recorrentes
Prognóstico e Qualidade de Vida
O prognóstico do lúpus melhorou consideravelmente nas últimas décadas, graças aos avanços no diagnóstico precoce e nas opções terapêuticas. Fatores associados ao pior prognóstico incluem: envolvimento renal ou neurológico grave, etnia afrodescendente ou hispânica, presença de anticorpos antifosfolípides e baixa adesão ao tratamento.
Vivendo com Lúpus
O lúpus é uma doença crônica que exige adaptações no estilo de vida, mas com o tratamento adequado, a maioria dos pacientes pode levar uma vida produtiva e satisfatória. Recomendações importantes incluem:
- Acompanhamento médico regular
- Adesão estrita ao tratamento prescrito
- Reconhecimento dos fatores desencadeantes de surtos
- Equilíbrio entre atividade e repouso
- Participação em grupos de apoio
- Comunicação aberta com familiares e empregadores sobre as limitações impostas pela doença
Perspectivas Futuras
A pesquisa sobre o lúpus continua avançando em diversas frentes, com desenvolvimento de biomarcadores mais precisos para monitoramento da atividade da doença, novas terapias-alvo com melhor perfil de eficácia e segurança.
Uma Medicina de precisão, com tratamentos personalizados baseados no perfil genético e imunológico do paciente e pesquisas sobre os fatores ambientais envolvidos no desenvolvimento da doença.
Conclusão
O lúpus, apesar de ser uma doença complexa e desafiadora, tem hoje um panorama muito mais promissor do que há algumas décadas. O diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a abordagem multidisciplinar são fundamentais para controlar a atividade da doença e prevenir danos irreversíveis. Com acompanhamento médico regular e autocuidado, os pacientes com lúpus podem manter boa qualidade de vida e perspectivas positivas para o futuro.
A densitometria óssea detecta osteoporose precocemente
Caracterizada pela diminuição da massa óssea, com consequente enfraquecimento e fragilidade do osso e maior possibilidade de fraturas, mesmo após pequenas quedas e traumas, a osteoporose tem números alarmantes.
No Brasil, mais de 10 milhões de pessoas têm a doença e, no mundo, esse número chega a 200 milhões. E mais: de acordo com as estatísticas, uma em cada quatro mulheres, após a menopausa, têm osteoporose e uma a cada cinco mulheres que já tiveram fratura sofrerão outra fatura, em menos de um ano.
O raio-x só detecta a osteoporose quando já há perda de 30% da massa óssea
Os principais fatores de risco da doença são:
• ser mulher;
• ter pele e/ou olhos claros;
• ser baixa e/ou magra;
• quem não toma leite ou ingere pouco alimento com cálcio;
• quem não faz exercício físico;
• quem toma pouco Sol;
• quem tem parente com a doença;
• quem sofre de asma (bronquite), artrite ou alergia;
• fumantes;
• quem bebe muito café e bebida alcoólica;
• quem tem menopausa precoce por cirurgia ou não;
• quem usa antiácidos, anticonvulsivantes, certos diuréticos, heparina e/ou corticoides;
• e quem tem problema de tireoide.
Mas há uma boa notícia: a osteoporose pode ser prevenida e tratada com excelentes resultados. “Podemos diagnosticar a doença, com precisão e precocemente, por meio de um exame de fácil realização, indolor e de alta precisão chamado densitometria óssea.”, explica a ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Dra. Letícia Junqueira.
"Enquanto o raio-x somente detecta a osteoporose quando já há perda de 30% da massa óssea, com esse exame podemos detectá-la quando há perda de menos de 1%. E detectada precocemente, podemos tratá-la com êxito”, finaliza a ortopedista do CREB.
Dor lombar: causas, tratamentos e dicas para alívio
Uma pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública, entidade ligada à Fiocruz, revela que 36% dos brasileiros sentem dores nas costas regularmente.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) é ainda mais radical: 80% de todos habitantes da terra já sentiram, sentem ou sentirão dores de coluna. “São inúmeras as causas de dores na coluna. Pode aparecer por conta de uma lesão, uma noite maldormida, excesso de exercício físico, estresse ou por conta de problemas mais sérios, como a presença de tumores. Mas o fato é que uma das maiores fontes de problemas na coluna é simplesmente a má postura que temos no nosso dia a dia. Por isso as estatísticas são tão elevadas”, explica o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
A dor lombar – a chamada lombalgia – é um dos principais problemas de coluna e por aqui é a principal causa de afastamento do trabalhador de seu emprego. Segundo as estatísticas, são mais de 100 mil trabalhadores afastados anualmente por conta de dor lombar. “Dor nas costas é algo tão comum que as pessoas acham que basta tomar um analgésico ou um anti-inflamatório qualquer, e pronto. A automedicação é um crime, deve ser evitada a qualquer custo. Quando sentimos dor lombar, por exemplo, é sinal de algo está errado com a saúde de nossa coluna. Um especialista deve ser consultado imediatamente. Pode ser algo mais sério, que precisa ser tratado. E quanto mais cedo o fizermos, melhor”, avisa o ortopedista do CREB.
Causas da dor lombar
Os principais sintomas da dor lombar são dores e sensação de peso e de queimação na região lombar, perto das nádegas, podendo irradiar para as pernas. “A região lombar está localizada entre a última costela e o início das nádegas. Um mau jeito, uma noite maldormida, muito esforço ou até mesmo estresse podem explicar a dor lombar, mas ela pode ser fruto de uma inflamação, uma infecção, uma hérnia de disco ou mesmo consequência de alguma doença abdominal ou pulmonar, ou, ainda, artrose. Somente um especialista poderá diagnosticar e apontar o motivo”, esclarece o Dr. Márcio.
O médico do CREB explica que há dois tipos de lombalgia, a lombalgia aguda e a lombalgia crônica. “A aguda é mais comum entre jovens, aparecendo em geral após um grande esforço físico, como um treino exagerado, por exemplo. Ela surge a partir de uma inflamação das estruturas da região lombar. Já a crônica é mais comum entre pessoas mais velhas e permanece mais longamente. Questões genéticas, tabagismo, obesidade e falta de exercício físico ajudam a explicar a lombalgia crônica”, explica.
Tratamento e dicas para alívio
O tratamento é individualizado, medicamentoso e no CREB utiliza-se de protocolos que podem incluir hidroterapia, RPG e acupuntura, além de fisioterapia. “Também podemos lançar mão da crioterapia compressiva e da eletroterapia, que trazem ótimos resultados”, acrescenta o Dr. Márcio. Ele afirma que a lombalgia tem cura e o tratamento traz respostas excelentes.
Alguns cuidados precisam ser adotados no dia a dia para evitar a dor lombar. “Quem trabalha sentado o dia inteiro, por exemplo, precisa se levantar a cada 50 minutos e dar uma pequena caminhada. Fazer alguns alongamentos também ajudam demais na prevenção. Já aqueles que trabalham direto em pé precisam se sentar de tempo em tempo”, diz. Todo treino precisa de aquecimento no início e alongamentos no final e estar atento à postura o dia inteiro também é fundamental. “Carregar peso em excesso faz muito mal. Tem gente que passa o dia para cá e para lá com uma mochila pesadíssima sobre os ombros. Ao pegar algo do chão, sempre curve as pernas, evitando sobrecarregar a coluna, ainda mais quando é algo pesado que precisa levantar. Ver TV largado no sofá também não é saudável para a coluna. Sentar corretamente é melhor. Mas ao menor sinal de dor, a dica é procurar imediatamente um especialista”, finaliza o Dr. Márcio.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- LEBLON: Av. Ataulfo de Paiva, 355
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 2255 - âncora SS03 - Shopping Interlagos
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619